Pessoas a ler

nem sei...

Que amor é este ?
Que nem a distancia esbate,
nem a dor apaga,
nem o ódio corrompe,
nem as lágrimas esmaga,
nem a ausência rompe.

Que amor é este?
Que quando a tua luz se acende
a minha se apaga
quando o teu coração aquece
o meu arrefece,
quando me tocas com as mãos quentes,
me dá um arrepio de frio ?

Que amor é este ?
Que quando te beijo
me deixa a mil à hora,
e a zero quando vais embora,
no caminho que escolheste ?

Rápida é a evolução do que sinto,
num misto de ódio por mim,
simplesmente por te amar,
como as linhas que escrevo,
mas que gostava de te cantar.

Porque quando canto meus males espanto
e o meu maior erro foi dizer que te amava,
mas também foi a minha maior certeza.
E hoje já sem ti, fico em casa a relembrar
o teu toque, o teu cheiro, visto a tua camisola
e choro toda a saudade que o coração já não consegue guardar,
e escrevo o que a voz, quando soluço, já não consegue cantar.

Dava tudo para te ter, só mais uma vez,
mas essa vez já passou e nunca percebi que era a ultima,
sempre me agarrei há próxima vez,
Porque na nossa historia não houve o "era uma vez"
sempre foi um "daquela vez".

Desculpa se o que te digo é novidade
mas não sou fraco por te amar,
sou fraco por te ter perdido.

Serei sempre parte de ti, e tu parte de mim,
e lembra-te um dia
quando me vires na rua e sentires borboletas na barriga
pensa que fugiram da minha...

5 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Jessica Silva *.* disse...

Amei o poema *.*
Beijinho*

Daniel disse...

"(...)lembra-te um dia
quando me vires na rua e sentires borboletas na barriga
pensa que fugiram da minha..."

adorei esta parte :o

Anónimo disse...

Bonito poema, cheio de sentimentos. ;)

Anónimo disse...

Gostei bastante da forma como Te(suj. poético) expressáste ;)**